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LAURO SODRÉ

 

Vida

Político e militar brasileiro, Lauro Nina Sodré e Silva nasceu em Belém – PA a 17 de outubro de 1858 e faleceu no Rio de Janeiro – RJ a 16 de junho de 1944.

Cursou a Escola Militar, no Rio de Janeiro, ali se tornando discípulo de Benjamin Constant Botelho de Magalhães, logo aderindo, com ardor, a causa republicana.

Como Tenente, serviu no Pará, participando das campanhas republicana e abolicionista. Ao ser proclamada a República, foi secretário de Benjamin Constant nos Ministérios da Guerra e da Instrução Pública.

Já no Posto de Capitão, elegeu-se Deputado ao Congresso Constituinte de 1890-1891, onde fez parte da Comissão de 21 Membros incumbida de dar parecer sobre o Projeto de Constituição.

 

Carreira Política

Eleito Governador do Pará, em junho de 1891, sua administração foi assinalada, entre outros atos, pelas nomeações de Carlos Gomes e Emílio Goeldi, o primeiro para dirigir o Conservatório de Música de Belém e o segundo para criar o valioso Museu que tem o seu nome.

Foi o único, entre os Governadores, a se opor ao Golpe de Estado do Marechal Deodoro, que dissolveu o Congresso a 3 de novembro de 1891. Florianista, organizou a Confederação Temporária do Norte, para opor resistência à revolta contra o Governo Federal. Foi Senador pelo Pará (1897) e candidato à Presidência da República, na eleição em que triunfou Campos Sales (1898); de 1902 a 1912 foi Senador pelo Distrito Federal.

Por fidelidade às suas convicções positivistas e em nome da liberdade de consciência, chefiou a rebelião dos alunos da Escola Militar da Praia Vermelha contra a vacina obrigatória, no Governo Rodrigues Alves, em novembro de 1904, recebendo grave ferimento a bala; teve suspensas as suas imunidades de Senador, sendo preso, durante alguns meses, a bordo  de um navio, respondeu a processo e foi, finalmente, anistiado.

Recordando o episódio inerente à “Revolta da Vacina”, constata-se que no dia 15 de novembro de 1904, feriado nacional, operários da fábrica do Jardim Botânico fizeram barricadas que apareceram, também, nos bairros do centro da cidade.

Batalhões de Minas Gerais e de São Paulo chegaram para reforçar as tropas federais, dando-se a batalha final no Bairro da Saúde, onde as barricadas, com bandeiras vermelhas, estavam montadas ao longo de toda a Rua da Harmonia.

Precariamente armados com garruchas e navalhas, os rebeldes recorriam à engenhosidade, para o intimidamento dos oponentes, apresentando um simulacro de canhão feito com um poste de iluminação.  

O ataque, iniciado pela Polícia e pelo Exército, depois apoiados pela Marinha, encontrou forte resistência. O saldo da revolta foi 30 mortos, 110 feridos e 945 prisioneiros, dos quais 454 foram enviados para o Acre.

Lauro Sodré, ferido, ficou detido, por 10 meses, em um navio de guerra. Os Cadetes da Escola Militar foram desligados e o estabelecimento passou a funcionar em Realengo.

Posteriormente, voltou ao Senado como representante do Pará (1912 a 1930). Assumiu em 1916 o Governo do Estado, após a destituição do Governador Enéias Martins; em sua gestão de quatro anos cuidou, particularmente, de difundir e aprimorar a instrução pública; na carreira militar atingiu o generalato.

 

Positivista e Maçom

Foi admirador dos Enciclopedistas que, com Auguste Comte, inspiraram a formação de seu pensamento político e filosófico. Considerava Comte “o maior pensador dos tempos modernos”, embora não se julgasse “um positivista completo”. Foi Grão-Mestre e Soberano Grande Comendador do Grande Oriente do Brasil no período compreendido entre 21.06.1904 e 21.07.1917, sucedendo a Quintino Bocaiúva.

Resumindo o seu ideário político, escreveu:

Dentre os dogmas da democracia, tenho por fundamental esse que ensina os governos a garantir o direito sagrado da liberdade de consciência, em todas as suas múltiplas manifestações, na ciência, na filosofia, na religião, nas artes, livre a  imprensa, livre a tribuna, livre a cátedra”.

 

Obras

Como publicista, entre os seus livros destacam-se os seguintes: A Idéia Republicana no Pará (Rio de Janeiro, 1890); Palavras e Atos (Belém, 1896); e Crenças e Opiniões (Belém, 1896).

 



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